Rejobs

Empregos em energia térmica

0
Engenharia térmica
Tipo de emprego
Local de trabalho
A localização acima aplica-se a vagas presenciais e híbridas.
Publicado
Dimensão da organização
Repor
28 vagas · 1 filtro ativo · atualizado há 5 dias
Novos empregos em Engenharia térmica, todas as semanas
Alertas ajustados a esta pesquisa e à sua localização. Cancele quando quiser.

Empregos em Engenharia térmica em energias renováveis

Energia térmica em empregos em energias renováveis

A energia térmica nas renováveis engloba os equipamentos que captam, armazenam ou entregam calor sem combustão: baterias térmicas, redes de aquecimento urbano, circuitos geotérmicos, campos solares térmicos e a gestão de calor em protótipos de fusão. O calor representa quase metade do consumo final de energia a nível mundial e 37 % das emissões de CO2 ligadas à energia, mas as renováveis cobrem apenas 14 %. É o segmento da transição energética que se move mais lentamente.

É essa lacuna que está a sustentar a atual vaga de contratações. O mercado de armazenamento térmico situa-se em cerca de 4,4 mil milhões de USD em 2025 e deverá chegar a 6,66 mil milhões em 2034, com crescimento anual de 6,6 %. O motor são as baterias térmicas industriais, que se carregam com eletricidade renovável barata em horas de vazio e libertam calor às temperaturas que a indústria pesada realmente precisa: até 1.000 °C em sistemas de tijolo refratário e até 2.400 °C em pilhas de carbono sólido.

Onde se concentram os postos

Cerca de 89 % do calor industrial de alta temperatura - aço, cimento, química, vidro - continua a vir de combustíveis fósseis. É essa cunha que os fabricantes de armazenamento térmico atacam. Antora Energy, que opera uma gigafactory em San Jose e anunciou um segundo polo nos EUA, tem o recrutamento térmico mais denso na Rejobs: engenheiros de projeto mecânico, calculistas de estruturas refratárias, especialistas em modelação térmica e técnicos de comissionamento. Rondo Energy opera cinco baterias térmicas industriais, na cimenteira SCG na Tailândia, num campo petrolífero na Califórnia e na fábrica da Heineken em Portugal, com uma unidade de 100 MWh em construção no complexo químico da Covestro em Brunsbüttel, Alemanha.

Em Portugal, o setor térmico organiza-se em três frentes. A frota geotérmica dos Açores, onde a EDA Renováveis explora as centrais de Pico Vermelho e Ribeira Grande que cobrem cerca de um quarto da eletricidade de São Miguel. O aproveitamento de calor residual na refinaria de Sines, gerido pela Galp. E o desafio industrial pendente: a pasta de papel (Navigator, Altri), o cimento (Secil, Cimpor) e a cerâmica de Aveiro concentram a maior parte da procura nacional de calor difícil de descarbonizar. A fábrica de bombas de calor da Bosch em Aveiro complementa esta cadeia pelo lado do fabrico.

O aquecimento urbano é o segmento histórico, mais volumoso na Europa central. O mercado europeu vale 90,4 mil milhões de USD em 2025 e 25 % do calor de rede da UE já vem de fontes renováveis. BEW Berliner Energie und Wärme, o operador municipal de Berlim, contrata em contínuo operadores de processo, gestores de projeto EPC e engenheiros de rede enquanto sai do carvão.

O que os empregadores realmente procuram

A engenharia mecânica domina os anúncios: engenheiros de projeto, engenheiros séniores de mecânica e projetistas de sistemas térmicos para TES, fusão e aquecimento urbano. Os operadores de processo gerem unidades de valorização energética de resíduos e centrais de biogás ligadas à recuperação de calor em bioenergia. A fusão acrescenta uma camada estreita mas bem paga: a Commonwealth Fusion Systems em Devens (Massachusetts) e a Helion Energy em Everett (Washington) recrutam engenheiros mecânicos séniores e analistas térmicos para os sistemas de conversão calor-eletricidade. Setorialmente próximos estão a energia geotérmica, com furos profundos e geotermia melhorada, e as bombas de calor, que a AIE coloca no centro da descarbonização dos edifícios no World Energy Outlook 2025.

Para onde caminha o setor

A previsão Renewables 2025 da AIE sobe a quota de renováveis no calor industrial de 12 % em 2024 para 16 % em 2030, quase só por eletrificação e não por solar térmica direta nem biomassa. Isto favorece a via TES: grandes baterias térmicas, carregadas com eletricidade renovável barata, descarregadas a alta temperatura diretamente no processo. O senão é o ritmo absoluto lento: as emissões cumulativas de CO2 do calor entre 2025 e 2030 são estimadas em 100 Gt, mais de um quinto do orçamento de carbono restante para 1,5 °C. Por isso, as contratações térmicas seguem as decisões políticas e os contratos firmados de fornecimento mais de perto do que a eólica ou a solar.

Última atualização em jun 3, 2026 · Reportar um problema

Não encontra a vaga certa? Adira ao nosso Talent Pool