Empregos em Eólica terrestre em energias renováveis
Empregos em eólica terrestre nas energias renováveis
A eólica terrestre abrange o desenvolvimento, a construção, a operação e a renovação de parques eólicos em terra, da medição do vento e do licenciamento à manutenção dos aerogeradores ao longo de 20 a 30 anos.
É o segmento que mais emprega em toda a energia eólica. Segundo o relatório da WindEurope sobre a força de trabalho do setor, a eólica sustenta 443 000 empregos na Europa, 211 000 dos quais diretos, e os projetos em terra continuam a ser o maior empregador, embora o offshore já represente 20% dos empregos diretos. Em Portugal, a eólica abasteceu 25% do consumo de eletricidade em 2025, segundo a REN.
O que o trabalho envolve
Um parque começa anos antes da primeira fundação. Os promotores procuram terrenos com bom recurso eólico, negoceiam com proprietários e municípios, preparam os estudos de impacte ambiental e disputam capacidade de ligação à rede. Seguem-se a construção civil, a montagem de torres, naceles e pás e o comissionamento. Depois vêm décadas de operação, em que os técnicos de turbinas eólicas e as equipas de operação e manutenção eólica mantêm as máquinas disponíveis.
Nos anúncios desta categoria predominam eletricistas e mecatrónicos para aerogeradores, técnicos de serviço, gestores de projeto e promotores de parques eólicos. Muitos estão escritos em alemão: Hamburgo, Bremen, Rostock e Berlim lideram a lista de cidades, à frente de Glasgow, Aarhus e Madrid.
Portugal: pouco espaço novo, muitas máquinas antigas
Portugal tinha 6,21 GW eólicos distribuídos por cerca de 260 parques, segundo dados da DGEG citados pelo ECO. O PNEC 2030 revisto quer chegar a 10,4 GW em terra até 2030, mas os bons locais livres escasseiam e boa parte do crescimento terá de vir da renovação do parque existente. Cerca de 52% das turbinas instaladas no país entraram em serviço entre 2004 e 2010, com potências típicas de 2 a 3 MW, quando os modelos terrestres atuais já passam os 8 MW.
Substituir várias máquinas antigas por menos turbinas maiores, o chamado repowering, e juntar painéis solares a parques já licenciados, aproveitando subestações e ligações existentes, é trabalho para engenheiros de projeto, especialistas em licenciamento e equipas de desmontagem e de instalação de aerogeradores.
Quem contrata
Os fabricantes e as empresas de serviço dominam os anúncios. A alemã Deutsche Windtechnik, a Nordex, a Vestas e a ENERCON contratam sobretudo técnicos e engenheiros de serviço. Os promotores e produtores, como a wpd, a UKA, a Vattenfall e a EDP Renewables, procuram gestores de projeto, engenheiros de rede e especialistas em licenciamento. A EDP Renewables, do grupo EDP, é o empregador de origem portuguesa com mais anúncios nesta lista.
Competências mais valorizadas
A WindEurope estima que a Europa precisa de 7000 técnicos de pás, 6500 engenheiros de campo e 5000 técnicos de pré-montagem até 2030, e que oito das dez funções com maior falta dependem do ensino profissional. No terreno, a formação eletrotécnica ou mecatrónica, a certificação GWO e a disponibilidade para viajar abrem portas depressa. No desenvolvimento, pesa a experiência em avaliação ambiental e em pedidos de ligação à rede. A associação prevê que o emprego eólico europeu chegue a 607 000 postos em 2030.
Não encontra a vaga certa? Adira ao nosso Talent Pool