Empregos em Operação e manutenção fotovoltaica em energias renováveis
Empregos em operação e manutenção fotovoltaica nas energias renováveis
A operação e manutenção (O&M) fotovoltaica garante que uma central ou um sistema solar produz o que deve ao longo de décadas: monitorização remota, manutenção preventiva e corretiva, limpeza, inspeções termográficas e gestão de garantias de equipamento.
Quanto mais potência instalada, mais trabalho de manutenção se acumula. Em agosto de 2026, a produção solar em Portugal atingiu um novo máximo de cerca de 3850 MW, segundo a REN, e só na rede da E-REDES havia perto de 292 500 unidades de autoconsumo, quase todas solares. Cada central e cada telhado precisam de alguém que os mantenha a produzir.
O que o trabalho envolve
Numa central de grande escala, a equipa de O&M acompanha a produção a partir de um centro de controlo, compara-a com a esperada e desloca técnicos quando um inversor, um seguidor ou uma fileira de módulos deixam de render. A manutenção preventiva inclui inspeções termográficas com drones, verificação de ligações e proteções, limpeza de módulos e controlo da vegetação. A corretiva é mais exigente: substituir inversores, localizar defeitos de isolamento na cablagem de corrente contínua, trocar módulos danificados e acionar garantias. Estas funções cruzam-se com a manutenção e fiabilidade e com a assistência técnica no terreno.
No residencial, o trabalho é de assistência: diagnóstico remoto de inversores e baterias, visitas a casa dos clientes e resolução de avarias, muitas vezes pelas mesmas empresas que fizeram a instalação.
Mais falhas nos ensaios de módulos
A qualidade do equipamento torna a O&M mais importante. No Module Reliability Scorecard 2025 da Kiwa PVEL, 83% dos fabricantes de módulos tiveram pelo menos uma falha nos ensaios, contra 66% no ano anterior. Para quem gere uma carteira de centrais fotovoltaicas de grande escala, isto significa mais inspeções, mais reclamações de garantia e mais dados de desempenho para analisar.
Quem contrata
Nos anúncios desta categoria, o maior empregador é a norte-americana Sunrun, seguida da francesa IRISOLARIS, da SOLV Energy, da britânica Good Energy, da NextEra Energy, da Invenergy, da QE Solar e da Voltalia. Os títulos mais comuns são técnico solar, eletricista, técnico de campo e técnico de O&M, e em França técnico de manutenção fotovoltaica, chefe de equipa e técnico de manutenção itinerante. Há também técnicos de desempenho, que analisam a produção das centrais, e muitas ofertas comerciais nas empresas residenciais.
Competências mais valorizadas
A base é eletricidade: habilitação para trabalhar em instalações elétricas, experiência com inversores e com corrente contínua. Somam pontos a termografia, a pilotagem de drones, a leitura de dados de SCADA e a disponibilidade para percorrer várias centrais numa semana. Em Portugal, o autoconsumo ganhou perto de 29 600 unidades em doze meses até agosto de 2026, e cada uma delas passa a ser um sistema para manter.
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