Empregos em Operação de instalações energéticas em energias renováveis
Empregos em operação de instalações energéticas nas energias renováveis
A operação de instalações energéticas é o trabalho diário de conduzir e controlar centrais e instalações de produção, da sala de comando às rondas no terreno, para que produzam a energia prevista com segurança e dentro dos limites técnicos.
Um parque solar funciona quase sozinho e é supervisionado à distância. Já as centrais hidroelétricas, de biomassa, de cogeração e geotérmicas e as redes de calor precisam de operadores por turnos, que arrancam e param grupos, ajustam caldeiras e turbinas, respondem a alarmes e coordenam com o operador de rede. São estas instalações despacháveis que dão estabilidade a um sistema cada vez mais solar e eólico.
Mais flexibilidade, mais decisões
O papel dos operadores está a mudar porque os mercados de serviços de sistema pagam cada vez mais pela flexibilidade. Em Portugal, a REN tem já 1 668 MW de solar e eólica habilitados no mercado de reserva mFRR, cujas mobilizações são decididas pelos operadores do Despacho Nacional. Para quem opera uma central, isto significa responder em minutos a ordens de subida ou descida de carga e gerir equipamentos que arrancam e param muito mais vezes do que no passado.
O que o trabalho envolve
Os títulos mais frequentes nos anúncios são operador de central, operador de sala de comando, diretor de central e técnicos de turno. O operador acompanha a instalação no sistema de controlo, faz rondas de inspeção, executa manobras e consignações para a manutenção, regista ocorrências e é o primeiro a reagir a uma avaria. Os responsáveis de central gerem as equipas, o cumprimento das licenças e a disponibilidade dos equipamentos, muito perto da gestão de operações. Muitas vagas pedem formação de base em engenharia eletrotécnica ou mecânica e disponibilidade para turnos rotativos.
Quem contrata
A BEW Berliner Energie und Wärme, que gere centrais e redes de calor em Berlim, lidera os anúncios, seguida da Enviva, que opera fábricas de pellets de biomassa nos Estados Unidos, e da Snowy Hydro, que explora o sistema hidroelétrico das Snowy Mountains, na Austrália. A NextEra Energy, a Vicinity Energy, a Wärtsilä, a GETEC, a Ameresco e a Ormat Technologies, especializada em geotermia, completam a lista. Nas renováveis variáveis, as funções equivalentes são as de operação e manutenção eólica e as dos centros de controlo remoto.
Uma profissão em falta
A Agência Internacional de Energia coloca os operadores de centrais entre as profissões técnicas em maior falta, num conjunto de funções aplicadas que já representa mais de metade da força de trabalho energética mundial. Nas economias avançadas, há 2,4 trabalhadores do setor perto da reforma por cada novo entrante com menos de 25 anos. Quem entra agora numa sala de comando, com formação técnica e disponibilidade para turnos, encontra um mercado em que a experiência acumulada vale cada vez mais, e em que o conhecimento de uma central despachável é difícil de substituir.
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