Empregos em Formação e desenvolvimento de competências em energias renováveis
Empregos em formação e desenvolvimento de competências nas energias renováveis
A formação e o desenvolvimento de competências nas energias renováveis são funções em que ensinar é o próprio trabalho: formadores técnicos, coordenadores de formação e responsáveis de desenvolvimento que preparam técnicos, eletricistas e engenheiros para instalar, operar e manter equipamentos com segurança.
O problema que estas funções resolvem é simples de descrever: o setor cresce mais depressa do que o número de pessoas qualificadas. A Agência Internacional de Energia calcula que, para impedir que a falta de competências se agrave até 2030, o número de novos profissionais qualificados a entrar no setor energético teria de subir 40%, um esforço estimado em 2,6 mil milhões de dólares por ano, menos de 0,1% da despesa mundial em educação. Nas economias avançadas, há 2,4 trabalhadores do setor perto da reforma por cada novo entrante com menos de 25 anos. A AIE aponta a aprendizagem em contexto de trabalho e a participação das empresas na definição dos currículos entre as medidas mais eficazes.
O que o trabalho envolve
Os formadores técnicos preparam e dão cursos práticos: segurança em trabalhos em altura, resgate, consignação elétrica, montagem e manutenção de equipamentos específicos. Nas empresas eólicas, muitos cursos seguem as normas da Global Wind Organisation (GWO), que a maioria das empresas exige antes de um técnico de turbinas eólicas subir a uma torre. Os coordenadores de formação gerem planos anuais, certificações e registos obrigatórios, e os responsáveis de desenvolvimento desenham percursos de carreira, programas de trainees e academias internas, uma função muito próxima dos recursos humanos.
Em Portugal, as empresas de rede usam a formação como ferramenta de segurança. A E-REDES organiza Olimpíadas de Segurança em que equipas de eletricistas próprios e de prestadores de serviço executam tarefas reais em ambiente simulado, com cerca de 80 participantes e 700 convidados nas três edições de 2026. A empresa está também a preparar um roteiro para novas técnicas de construção de redes que identifica as necessidades de capacitação das equipas para 2026 e 2027.
Quem contrata
A Sun King, que vende sistemas solares domésticos em África e na Ásia, lidera os anúncios, com formadores para equipas comerciais e técnicas, seguida da Nordex, que recruta formadores de campo para as suas turbinas, e da austríaca Fronius, fabricante de inversores. A d.light, a Enexis, a BURN, a BEW, a Sunrun, a FairWind e a Vestas completam a lista. Muitas vagas juntam formação a segurança e saúde no trabalho, e os instaladores de sistemas fotovoltaicos são um dos públicos mais numerosos.
Competências mais valorizadas
Experiência técnica real no equipamento que se ensina é o requisito que mais pesa: um bom formador eólico foi, quase sempre, técnico de turbinas. Em Portugal, o Certificado de Competências Pedagógicas é muitas vezes exigido, e a acreditação dos cursos segundo normas internacionais conta cada vez mais. Quem junta experiência de terreno, capacidade pedagógica e domínio de ferramentas de formação digital tem lugar garantido num setor que precisa de formar pessoas mais depressa do que as consegue contratar.
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