Empregos em Cadeia de abastecimento e logística em energias renováveis
Empregos em cadeia de abastecimento e logística nas energias renováveis
A cadeia de abastecimento e a logística nas energias renováveis planeiam a compra, o transporte, a armazenagem e o controlo de inventário dos materiais e equipamentos que põem a funcionar uma fábrica, um parque eólico ou uma subestação.
É uma área que ganhou peso estratégico nos últimos anos. Na energia solar, a China detém mais de 80% de todas as etapas de fabrico dos painéis, do polissilício aos módulos, segundo a Agência Internacional de Energia. Nas redes, o problema é o prazo: um inquérito da AIE concluiu que os cabos demoram hoje dois a três anos a obter e os grandes transformadores de potência até quatro anos, prazos que quase duplicaram desde 2021. Para um promotor, uma encomenda feita tarde pode atrasar um projeto inteiro.
O que o trabalho envolve
As funções dividem-se entre planeamento e execução. Os planeadores de cadeia de abastecimento cruzam previsões de procura com a capacidade dos fornecedores e os prazos de entrega, e decidem quando encomendar os componentes críticos. Os coordenadores de logística organizam transportes especiais: uma pá eólica ou um transformador de potência exigem rotas estudadas, licenças e escoltas. Nos armazéns, técnicos e responsáveis de stock gerem os sobressalentes dos parques em operação, onde uma peça em falta significa uma turbina parada.
Os títulos mais frequentes nos anúncios mostram este peso operacional: coordenadores e técnicos de armazém, operadores de movimentação de materiais, especialistas de logística e gestores de cadeia de abastecimento. A fronteira com as compras e a gestão de fornecedores é estreita, e muitas empresas juntam as duas equipas.
A Europa quer fabricar mais
O Regulamento Indústria de Emissões Zero fixa a meta de a capacidade de fabrico da UE cobrir pelo menos 40% das necessidades anuais de implantação até 2030. Isso significa mais fábricas na Europa e mais trabalho de logística a montante, com fornecedores de matérias-primas, componentes e equipamentos. Em Portugal, a fábrica de células de bateria da CALB em Sines e fabricantes de transformadores como a Efacec, que fornece a Red Eléctrica espanhola, são exemplos desta nova procura industrial.
Quem contrata
A Commonwealth Fusion Systems, que constrói o seu reator de demonstração no Massachusetts, lidera os anúncios, seguida da Canadian Solar, da Vestas, da Nordex e da Siemens Energy. Fabricantes de pilhas de combustível e de eletrolisadores, como a Bloom Energy e a Plug Power, contratam para armazéns e para o planeamento de materiais, uma função próxima do planeamento da produção e do fabrico. Na Europa, Hamburgo e Berlim concentram muitas vagas.
Competências mais valorizadas
Experiência com sistemas ERP como o SAP, conhecimento de Incoterms e de regras aduaneiras e capacidade de gerir fornecedores em vários continentes formam a base. Com a pressão europeia para diversificar fornecedores e fabricar mais perto dos projetos, quem souber mapear riscos de abastecimento, negociar prazos realistas e manter stocks críticos sem imobilizar demasiado capital será cada vez mais disputado.
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